Escrever também é ter voz

Eu sou um jornalista. Naquele sentido mais fundamental. O diploma é detalhe. Lembro que os meus primeiros textos surgem da necessidade de ser. Ninguém que guarda consigo suas ideias é gente viva. A beleza do construtor de textos é que ele também faz história, sem notar.

Junto letras para formar palavras desde que tornei-me alfabetizado, mas isso, obviamente, isso não me torna um escritor. O que me torna um escritor é a capacidade de sintetizar trechos da vida dentro de alguns parágrafos. Como um compositor de melodias sincronizadas.

Escrever sobre escrita é um dos desafios mais ridículos. Farei isso por aqui quase como quem faz uma blasfêmia e finge que Deus não vê. Aqui, serei uma espécie de Mister M (sem a narração do Cid Moreira para deixar a coisa um pouco mais emocionante.) Você vai aprender a criar truques.

A ideia neste espaço é ser um canal para quem gosta de escrita, mas também para quem tem interesse em entender melhor um pouco sobre isso, para quem vive querendo parir ideias num formato mais inteligível. Aqui é um quintal de práticas, uma sala de estar de todos que almejam ter uma voz escrita em algum canto do mundo. É um laboratório ao vivo.

Porque isso agora?

Tenho obtido uma grande quantidade de experiências boas na vida desde que me joguei neste mundo de viver de escrita. Escrever não só me traz o sustento, como me projetou, me tornou alguém com voz, me deu o direito de ser ouvido, me colocou diante do coreto da internet por 15 segundos.

Engana-se quem pensa que escrever é para um grupo seleto de intelectuais restritos. Escrever é para o povo. Para as gentes comuns. A minha intenção por aqui é simplesmente capacitar pessoas (e eventualmente, marcas e empresas) a contarem suas histórias de maneiras que todo mundo tenha interesse em consumir. Foi isso que fiz para chegar até aqui. (E “aqui” não é um andar acima de ninguém.)

O Redator é uma ideia de dar a toda e qualquer persona o direito de poder consumir bons conteúdos diante de um mundo que tem uma caralhada de links, palavras, artigos e algoritmos, que são inúteis. A gente quer aprender e ensinar a fazer coisa boa.

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Eu só quero que todo mundo seja capaz de escrever

Eu não tenho medo de ensinar como funciona o meu processo criativo para fazer parir um novo texto. Não me importo em dividir como são todos meus métodos e processos de escrita criativa. Compartilho sempre como é isso para mim desde a primeira ideia a até o último ponto final.

Vivo dando aulas, falando em palestras e abrindo cursos (e agora abrindo este espaço) porque o meu interesse nisso tudo é que todo mundo seja capaz de escrever bons conteúdos, de ganhar autoridade, de contar sua versão da história, de ter a capacidade de colocar suas ideias (ou as da sua empresa e marca) diante do mundo.

Uma nota mental sobre a alma do escritor elementar

Há um adendo necessário nisso tudo. Se chegou até este texto, deve estar se perguntando o que é que o Nelson Rodrigues faz estampado nesta imagem acima.

Bem, tirando em conta que ele tem sido há muito tempo uma das minhas obsessões literárias como referências no sentido de conseguir ser sensível para ler realidades e atingir pessoas com sua obra, sejam elas peças teatrais, crônicas e ensaios, ele é o mais legítimo escritor. É o brasileiro escrevendo para o Brasil. Melhor, para o mundo.

Nelson tinha uma rara habilidade de ser. Lembrou do meu começo, querendo apenas contar coisas ao mundo. Comecei na internet. Tive uma das projeções mais meteóricas com alguns textos que acabaram viralizando de maneira absurda e quando olho para tudo isso, percebo: O segredo do bom conteúdo não é só um bom redator, é a capacidade de atingir gente com humanidade.

Por fim, a minha única razão para estar aqui é que sinto que o mundo precisa de gente fazendo bons conteúdos. Nós precisamos de pessoas, empresas e marcas nos contando sobre o mundo. Aqui é o lugar para aprender isso. Uma universidade a céu aberto.

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