Porque você faz o que faz e não o que deveria estar fazendo?

O grande desafio de saber porque a gente não muda apesar da insatisfação.

Outro dia, perguntaram a mim qual seria meu maior medo na vida.

Normalmente, as pessoas teriam outro tipo de respostas, mas eu disse que temo chegar ao final da vida, ter feito um bom trabalho, ter alcançado algumas das minhas ambições, ter sido reconhecido pela eficiência, conhecimento, habilidade, capacidade, mas concluir que apesar de tudo isso, sempre mantive minha vida no automático e não me permiti fazer aquilo que sempre sonhei em fazer.

Meu maior medo tem sido estar dedicando minha vida a uma coisa que não fará sentido no futuro. Não deve existir coisa pior que ter feito um excelente trabalho dentro de uma empresa, mas ter deixado de lado aquilo que eu sempre gostaria de ter feito. E acredite, é bastante comum pessoas que enterram sonhos para viver uma vida mais moderada.

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Não nascemos para o caminho da mediocridade

Desvendar o real motivo pelo qual a maioria de nós ainda está em uma vida mediana é o maior desafio que tenho me proposto a pensar. Quem lê as coisas que escrevo por aqui, sabe bem de como tenho tentado descobrir caminhos para poder esquivar de uma vida sem propósito. Descobrir a razão que nos faz acomodar é uma pulga que sempre ficará atrás das nossas orelhas.

Creio que a principal razão para isso é termos que escolher o que fazer muito cedo. Alguém tentar descobrir o que quer fazer logo no começo de uma juventude, onde ainda estamos experimentando um mundo sem experiências, sem práticas, sem vivência é um golpe baixo.

Por isso, defendo que o vestibular como conhecemos é uma sacanagem. Saímos da escola e ficamos apenas com aquele monte de informações que nos ensinaram e com pouca instrução de como funciona a vida e quase nenhum treinamento específico para ocasiões reais.

Escolher qual profissão que devemos seguir durante a vida não poderia ser algo tão repentino. Não deveríamos simplesmente ter que fazer uni dune tê em umas das opções das cartilhas de cursos que as universidades nos oferecem.

Ainda dá tempo de sair do comum?

Acho, inclusive, que ninguém deveria sentir-se refém porque fez uma escolha no passado. Todos têm o direito de continuar escolhendo o que fazer durante a vida. Afinal, a gente é uma inconstante mudança. Um dia a gente quer trabalhar muito e ter um bom salário, e alguns anos depois, apenas ter o luxo de não trabalhar feito um louco. Mudamos de prioridade sempre.

O medo da mudança não deveria nos fazer suas vítimas. Eu conheço muita gente que escolheu certa profissão e hoje sente-se obrigados a exerce-la. Martirizam-se todos os dias porque não gostariam mais de passar seus dias fazendo o que fazem.

A grande questão é: Por que você faz o que faz e não o que deveria estar fazendo? Se você leu esse texto todo achando que eu ia encontrar uma resposta para este seu drama, está enganado. A saída é por sua conta. Não posso lhe ajudar nisso.

No entanto, posso dizer, que se você sente que está jogando no lixo uma vida por causa de dinheiro, reconhecimento, sucesso, conforto, comodidade, e tantos outros motivos, você ainda pode mudar esse caminho. Não importa em que lugar esteja nele, sempre haverá uma placa de retorno.

Você não cria os caminhos da sua vida, mas é o cara por de trás do volante.

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