Como fazer uma apresentação de responsa no Linkedin

Eu cresci assistindo o agente secreto dizendo: "Meu nome é Bond, James Bond". O clássico do cinema é realmente uma marca de como apresentar-se com estilo é importante.

Todo dia recebo notificação de pessoas me pedindo solicitação de conexão aqui no LinkedIn. Eu realmente acho que um das grandes vantagens dessa rede é justamente poder conectar-se com pessoas distintas e criar relacionamentos. Valorizo demais isso.

Por um tempo, acabava aceitando todo tipo de profissional, mas como a coisa aqui é limitada, me vi na obrigação de me conectar apenas com pessoas que tenham alguma correspondência comigo, com meu conteúdo, com meu mercado, com o que eu faço ou com o que me interesso.

Normalmente, as pessoas chegam até mim por causa dos meus textos, dos meus cursos ou das minhas palestras por aí. Tenho aqui, amigos, parceiros de negócios, ex-alunos, leitores e pessoas que admiro.

O fato é que toda vez que recebo uma notificação, vejo um padrão de mensagem se repetindo que raramente desperta meu interesse.

Por isso, como sou um profissional que ensina a cativar pessoas por meio de storytelling, resolvi dar um pitaco aqui e para te ensinar dicas de como você pode se apresentar para uma pessoa e gerar interesse nela por meio daquilo que faça sentido para ambos.

O que realmente é importante na hora de apresentar-se e solicitar conexão com as pessoas?

Procure algo em comum com a pessoa

As pessoas precisam sentir que tem algo em comum para gerar empatia. Pense bem: Imagine você andando na rua e sem qualquer interação ela te para e começa a falar sobre ela. Não é estranho?

Agora imagine que está num show do seu artista predileto e alguém resolve puxar assunto com você falando sobre o último álbum. A chance de gerar uma simpatia e uma empatia com ela é bem maior.

Não é porque o ambiente é digital que não precisa ter algo em comum. Uma grande dica é olhar o perfil da pessoa antes de mandar a mensagem. Busque interesses, trabalhos, assuntos, empresas, que você possa capturar a atenção da pessoa. Deixa a papo chato para depois que vocês forem uma conexão.

Você pode usar recursos como: “Uau, Maria. Vi que você é uma autoridade em Inbound Marketing. Eu trabalho com este mesmo tema e me interessei pelo assunto e pelo seu trabalho. Vamos conversar sobre isso?”

Pronto. Agora, ele sabe o que tem em comum.

Evite clichê. Não diga “olá, tudo bem?”

Toda vez que alguém começa uma mensagem com “Oi, tudo bem?” eu já desconfio da chatice que vem depois. Não siga padrões. Seja você mesmo, fale como você mesmo e não se prenda a formalidades.

O que mais recebo aqui são templates pronto de apresentações comerciais adaptadas para texto. Sinceramente, odeio esses clichês. Seja criativo, explore mais o seu lado mais humano do que aquela postura robotizada.

Sempre lembro de uma solicitação que recebi recentemente em que um garoto me mandou a seguinte mensagem: “Murillo do céu, preciso aprender a escrever como você. Me deixa aprender contigo aqui, cara?”

Ele não só quebrou a minha expectativa como também gerou um valor em mim e nele para esta conexão. Como eu poderia recusar um cara que diz querer aprender comigo? Quebre o padrão chato. Seja ousado e criativo.

Quando adiciono uma pessoa por lá nunca começo com a saudação comum. Sempre começo com “Poxa, que legal que trabalha com comunicação. Eu sou o Murillo…”, “Você trabalha na empresa tal? Eu acompanho o blog de vocês…”. Eu sempre fujo do padrão na saudação. E a razão não é porque eu quero simplesmente ser o mais divertido e diferentão, mas é porque eu quero realmente gerar uma conexão verdadeira com as pessoas.

Fale mais sobre o problema que resolve e menos sobre que você faz

É natural que pessoas façam o raciocínio de pensar que porque está em uma rede profissional precisa falar o tempo todo sobre isso. Não, lembre-se que as conexões precedem os negócios.

Quando você compra um produto, serviço ou marca você está sempre atrás de uma solução para suas necessidades. Este é um artifício básico de vendas. E não se engane. Apresentar-se a alguém é relativamente um exercício de vendas.

Comece a identificar como realmente você pode ajudar as pessoas e use isso na sua apresentação. Ninguém gosta de pessoas que ficam o tempo todo falando sobre si, sobre suas credenciais ou sobre suas experiências. A gente quer mesmo saber na prática como as pessoas podem contribuir para nossa rede.

Evite formalismo excessivo

Não tem nada mais péssimo do que parecer que você está falando com um robô. Pior que isso é ter que conversar com pessoas extremamente formais. óbvio que você precisa aprender a medir o tom de fala. Não se pode conversar com uma pessoa bem mais velha que você simplesmente como se tivesse falando com um colega de escola.

Mas ser informal não é sobre casualidade, mas sim sobre tratar as pessoas como elas gostam de ser tratadas. Este é o segredo. Lembro que tive a oportunidade de conhecer um escritor muito famoso que eu mesmo o admiro muito. Naturalmente, por ser um intelectual, todo mundo sempre se aproxima dele com certo protocolo.

Depois de um tempo ele mesmo confessou que detestava ser tratado assim. Que só dá ouvido a aquelas pessoas que realmente sabem que ele é simplesmente uma pessoa comum com conversas, desejos e atitudes comuns. Não seja formal, seja você.

Não deixe dados pessoais na primeira mensagem

O que mais acontece quando alguém me adiciona no Linkedin é começar com algo do tipo: “Oi, eu sou fulano, faço isso da vida e se precisa meu contato é esse”.

Não, não faça isso. Pense bem, além de ser completamente inseguro, ninguém começa uma conversa distribuindo seus telefones. Geralmente, a gente tem uma familiaridade para ter apenas os contatos daqueles com quem a gente já teve uma certa empatia.

Passar dados pessoas numa primeira vez pode indicar para os outros que você é uma pessoa muito sem filtros e que quer se relacionar com todos a todo custo. Isso comunica, portanto, que você não se importa com a exclusividade e a seletividade das pessoas que se relaciona.

Diga o quanto você admira a pessoa. Mas seja real.

Eu poderia te dizer que puxar saco de pessoas é o jeito mais fácil de chegar até elas e conquistar a atenção e a confiança delas. No entanto, não é totalmente verdade.

Eu lembro que uma vez estava num evento grande de marketing digital e assim que desci do palco, vi uma pessoa completamente desesperada querendo falar comigo sobre algo que eu havia escrito e falado na palestra.

Logo percebi que a sua ansiedade era porque ela realmente admirava muito o meu trabalho como escritor. Ela me cumprimentou sem jeito e começou a dizer elogios sem parar como se tivesse diante de um grande astro do cinema. Confesso que achei completamente exagerada e desproporcional a maneira como ela se comportou.

Fiquei completamente sem graça diante das outras pessoas e não via a hora dela parar de falar para que eu pudesse retomar meu lugar de gente comum.

Por outro lado, todo mundo gosta de saber que tem realizado algo que gera impacto nas pessoas que pode ser significativo para elas. Por isso, na hora que for se apresentar no Linkedin, faça questão de pesquisar um pouco sobre esta pessoa e descobrir o que nela mais te chama a atenção e mencionar.

Além de acabar com os clichês, você consegue também gerar uma afinidade e aproximação maior com a outra pessoa. Escreva uma mensagem sincera e terá um retorno muito bom. Garanto.

Seja humano, mas profissional

Falamos muito sobre informalidade e descontração. Elas são fundamentais para sustentar uma conversa verdadeira e humanizada, mas lembre-se por mais que você possa ser diferente na sua abordagem para deixar os comodismos, não seja completamente coloquial em tudo.

O LinkedIn é também lugar de negócios. Por isso, foque nas pessoas, mas sempre com o objetivo de gerar negócios. Não adicione pessoas simplesmente para ter bastante gente na sua base, faça a utilização das conexões para aproximar-se das pessoas estratégicas.

Não faça do seu LinkedIn um playground de conexões. Conquiste as pessoas certas e da melhor maneira possível para que seja. Seja autêntico na sua mensagem, abandone os modismos e faça questão de comunicar-se de maneira exclusiva e criativa com cada uma das pessoas que pedir conexão.

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